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Essa é uma das perguntas que eu mais recebo dos meus leitores e clientes, e já escrevi sobre ela aqui, mas adoro pesquisar e pensar em novas formas de responder a essa dúvida cruel.

Eis um exercício fácil e rápido que coloca os neurônios para trabalhar. Responda à seguinte pergunta:

Você acabou de ganhar na loteria e nunca mais vai ter que trabalhar na vida. O que você vai fazer pelos próximos dois anos?

Pra mim, foi fácil responder a essa pergunta quando pensei nela, em 2012. Eu queria voltar a escrever diariamente, a trocar ideia com meus leitores, e tinha pelo menos dois projetos de livros que eu gostaria de escrever nesses dois anos “mágicos”. Sabia, também, que queria trabalhar do meu computador e ficar “location independent”, ou seja, poder trabalhar de qualquer lugar do mundo onde tivesse uma conexão de internet. Isso viabilizaria duas coisas que amo: estar mais tempo perto do meu filho, participando mais da vida dele, e viajar mais.

Agora vamos à segunda pergunta:

Você acaba de descobrir que sofre de uma doença incurável e tem apenas dois anos de vida. O que você vai fazer da sua vida nesses dois anos finais?

Mesmo me imaginando numa cama de hospital, não consegui me imaginar sem o meu notebook nas pernas, escrevendo. A noção da escassez do tempo me fez pensar ainda mais em estar próxima do meu filho. E me fez pensar, também, que gostaria muito que o que eu escrevesse – que seria o “meu legado”, ou o que ficaria no mundo depois que eu seguisse a minha jornada – fosse algo capaz de tocar a vida de outras pessoas, de fazer refletir, de mostrar as escolhas possíveis.

Se a sua resposta para as duas perguntas é a mesma, parabéns, você já sabe qual é a sua paixão.

(se você ainda precisa de mais ajuda, você encontra mais textos, reflexões e exercícios sobre esse assunto no meu ebook gratuito Paixão: Modo de Usar – 5 exercícios para encontrar o trabalho que você ama?)