Escolha sua vida | Paula Abreu

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Mimimismo: a doença do fracasso

Muito embora cada pessoa deva ter o seu próprio conceito de sucesso – e também de fracasso –, uma coisa todos os “fracassados” têm em comum: todos sofrem de mimimismo em estágio avançado.

Use os seus amigos como cobaia e observe: você verá que a grande diferença entre as pessoas que conseguem realizar e as que ficam pra trás na poeira das primeiras é que as pessoas realizadoras são muito menos inclinadas ao mimimi.

Em compensação, o sujeito que nunca conquista nada, nunca realiza nada e nunca chega a lugar nenhum tem sempre um monte de razões pra se explicar.

Se tem uma coisa em que o medíocre é rápido e eficiente é em explicar porque ele ainda não fez, porque não faz, porque não pode, porque não é, porque não consegue, porque não é possível.

E o mais interessante é que as pessoas bem sucedidas têm, muitas vezes, esses mesmos motivos ou ~impedimentos~, mas não se deixam parar por eles e muito menos fazem mimimi sobre eles.

Basta parar um minuto e lembrar das tantas pessoas que, mesmo seriamente doentes, conseguem construir mais do que pessoas plenamente saudáveis, ou nas pessoas com pouca ou nenhuma educação formal que começaram empresas, viraram figuras importantes na história, ou nas pessoas que ou muito jovens ou muito velhas conseguiram conquistar algo impensável para sua idade.

Aliás, essas são algumas das desculpas preferidas de quem sofre de mimimismo: problemas de saúde, falta de instrução/expertise/inteligência, idade, falta de tempo.

Exemplos de quem sofre de mimimismo agudo: quem está acima do peso “porque tem metabolismo lento” ou porque “não tem tempo pra se exercitar”, quem não muda de emprego “porque não tem pós-graduação”, quem nunca é promovido “porque é novo demais”, quem não começa um projeto porque “é velho demais pra começar qualquer coisa a essa altura da vida”.

Quem pensa grande encara todo “problema” como desafio, e parte pra cima animadamente. Sem mimimi.

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