Simplicidade e a arte do desapego

“Andei pensando nessa história de simplificar, e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas – todas as coisas – e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial.” (Danuza Leão – É Tudo Tão Simples)

Pára. Se olha no espelho (tá, metafórico, não precisa sair debaixo das cobertas) e se pergunta: o que você está fazendo com a sua vida? Está seguindo o que todo mundo segue?Gostando do que todo mundo gosta? Simplicidade é se perguntar: isso é bom pra mim? É disso que EU gosto? É isso que me faz feliz?

Se não for, a simplicidade é o que vai nos dar a força interna de dizer não a essas coisas (olha aí de novo o desafio de dizer não!) e fazer da nossa casa – e da nossa vida – um lugar mais simples, limpo, organizado, agradável e cheio só de coisas que a gente curte e ama.

Uma vez li que quando a gente ouve falar de minimalismo ou simplicidade a gente pensa em “vazio” – que não é lá muito encantador -, mas que o certo é a gente pensar em “espaço”, que é uma coisa que todo mundo gostaria de ter mais: espaço nos armários, nas agendas, pra pensar, pra brincar, pra se divertir com os nossos filhos, pra experiências novas.

Eu vou começar hoje uma jornada de desapego. Nessa jornada eu vou me livrar de tudo o que me estressa, me distrai e é desconfortável, e vou manter tudo o que me traz alegria e uma sensação de bem estar. Vou eliminar todos os excessos e descobrir quem eu realmente sou.

Tudo o que não for eu: tem que ir.