shareasimage (5)

Já se sabe que ouvir notícias ruins tem um impacto imediato no nosso nível de estresse. Um estudo conduzido por Martin Seligman e Shawn Achor na Universidade de Pensilvânia comprovou que se você começa o seu dia com 3 minutos de notícias ruins, você tem 27% a mais de chances de ter um dia ruim.

Diante desse tipo de evidência, me fascina a atração que as pessoas em geral sentem por ficar sempre por dentro das últimas desgraças. E isso não tem só a ver com televisão ou jornal: acontece até mesmo na rua. Pode observar: é só acontecer alguma coisa ruim e o povo junta como se fosse formiga atrás de açúcar.

Por que isso acontece?

Sempre que rola na nossa vida algo com o que, por algum motivo, não conseguimos lidar, usamos uma poderosa ferramenta de segurança mental: a repressão. Ela acontece quando algum sentimento ou emoção é tão intenso que a mente o bloqueia totalmente da consciência. Enterramos a emoção tão fundo na mente subconsciente que perdemos consciência dela. Na maioria das vezes, nem temos memória do fato.

Acontece que a regressão tem uma melhor amiga: a projeção. Projetamos nos outros tudo aquilo que está escondido no nosso subconsciente.

As notícias ruins são uma oportunidade de projetar toda a nossa culpa e vergonha reprimidas nos assassinos, estupradores, políticos corruptos e outras pessoas ~do mal~ que vemos na televisão e jornais. Porque ~eles~ são ~do mal~, nós não.

A repressão junto com a projeção, de mãozinhas dadas, criam e mantém o arquétipo da vítima.

Sempre que você se pegar julgando alguém ou alguma coisa, pare. Observe. Esta pessoa ou circunstância está lhe oferecendo a oportunidade de escolher entre a projeção e o perdão radical (que vem de você entender que a situação ~negativa~ é a sua oportunidade de curar aquilo que foi um dia reprimido e agora está vindo à tona).

Se você vê, está em você.