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O que fazer com as emoções negativas

Às vezes, resolvemos que vamos ser “super positivos” e, a partir daí, começamos a reprimir tudo o que julgamos não ser “positivo”. Ou resolvemos ser “tranquilos” e excluímos da nossa vida toda a agressividade ou impaciência, ou o que julgamos não ser “tranquilo”. E assim por diante.

Acontece que, sempre que reprimimos uma emoção, ela não deixa de existir! Ela continua vivinha da silva, só que escondida dentro da gente.

Ao negarmos nossas emoções, estamos rejeitando o momento presente, e o momento presente é sempre perfeito (inclusive as partes dele que a gente “julga” não serem perfeitas!).

Aceitar o que você está sentindo faz parte de aceitar o momento presente. De estar em paz com você mesmo e com o universo.

Ao mesmo tempo, quando eu digo que você precisa acolher e aceitar a sua emoção, cuidado!, não estou dizendo que você precisa se identificar com ela!

Por exemplo, se você está sentindo raiva, você pode observar essa raiva, aceitar que a está sentindo, e até se permitir socar uma almofada, mas você não precisa se tornar uma pessoa raivosa e agressiva.

Entende a diferença?

E por quê é importante se permitir sentir as suas emoções todas, sem exceção?

Porque toda vez que a gente coloca uma emoção pra baixo do tapete, a gente começa a projetar essa mesma emoção em outras pessoas, situações e circunstâncias na nossa vida.

Ou seja, a gente passa a criar uma realidade pra gente que inclui essa emoção que a gente tentou excluir à força do nosso mundo. Porque nada pode ser excluído!

No meu exemplo acima, se você reprime a sua raiva, provavelmente você vai encontrar mais pessoas ou situações que te irritam, ou vai interagir com pessoas agressivas com você (muitas vezes sem nenhum motivo aparente!).

E como fazer pra parar esse processo de repressão e projeção, como parar de atrair pra sua vida exatamente aquilo que você não quer?

 

Neste vídeo eu dou vários exemplos e ideias de como você pode mudar isso na sua vida.

E, com essa pequena mudança, acredite, a sua vida inteirinha começa a mudar!

Se planeje para um ano sem estresse (planner gratuito incluído!)

O fim de ano é uma época linda, em que celebramos com a família, trocamos presentes com os amigos e nos reunimos com aqueles que a gente ama. Mas, ao mesmo tempo, pode se tornar uma época estressante, com a compra de presentes, o que cozinhar para a ceia de Natal.

Eu não sei vocês, mas eu vejo aquelas fotos de mesas de Natal das revistas e já vai me dando um ÓDEO porque, meldels, essa gente não faz mais nada não? Só falta nevar naquelas casas impecavelmente perfeitas.

(enquanto isso, aqui em casa, só falta voarem pelos céus os cocôs dos meus filhotes de bulldog e as meias do meu filho espalhados pela casa…)

Inspirada por uma amiga minha que mora nos EUA e desistiu dessa vida Martha Stewart onde tudo é perfeito e em tons pastéis, desta vez resolvi abraçar a minha realidade e olhar para as festas de fim de ano com um olhar mais leve.

E, por que não?, manter esse olhar por todo ano que vem chegando?

Segundo a minha amiga, a Nutricronista Roberta Ferec:

“Cortei casa impecável. Cortei agradamento de seres humanos em geral. Festas enormes, com gente saindo pelo isopor. No sábado, por exemplo, será a festinha da Luna. Pense simples. Pense tranquila. Pense minimalista. Sem exagero de comida nem de convidado. Sem enfeites nem “motivos”. Que quem precisava de motivo era Tim Maia, correto? E porque? Porque eu não estou podendo parar tudo na vida pra fazer cupcake do little poney.”

Eu concordo plenamente. Também estou sem tempo praquela vida que parece perfeita no Instagram mas que é um verdadeiro inferno e impraticável. Assim como a Roberta, eu tenho 3 crianças em casa (um filho + 2 enteadas) + dois filhotes de cachorro. E abracei essa vibe de cortar a perfeição em prol da minha sanidade mental.

Afinal de contas, se eu der uma palestra pra 2,5 mil pessoas com o esmalte descascando, rudefóque vai ligar? Eu não.

A minha prioridade em 2017 é manter o meu bem estar e a minha saúde, porque eu sei que eles são essenciais pra minha felicidade. Talvez isso faça sentido pra você também.

Se você também está nessa vibe, baixe aqui o meu planner para um ano sem estresse.

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Aqui vão algumas dicas pra se manter longe do estresse e mais perto do seu bem estar (nada que você não saiba, mas aquelas coisas que você não pratica, né?).

  1. Pratique higiene mental. Você escova os dentes todos os dias. Você toma banho todos os dias. Agora que sua higiene dental e corporal está em dia, só falta a higiene mental. Você usa seu cérebro e sua mente o dia inteiro, em níveis absurdos se a gente se comparar com uma pessoa de um século atrás, porque a gente tem acesso a mais informação em um exemplar de jornal de domingo do que os caras tinham em uma vida. Tem que faxinar isso aí, migas. Pra ajudar você, toma aqui uma meditação guiada de menos de cinco minutos que faz essa limpeza lindamente.
  1. Se alimente direito. Não estou falando da última descoberta no mundo das farinhas naturebas, ou de frutas congeladas que vem do hemisfério norte, nem de suplementos e vitaminas caríssimos. Eu sou uma Health Coach que gosta do que é simples e “roots”, e sigo à risca o ensinamento do Michael Pollan: Coma comida. Não em excesso. Especialmente vegetais.
  1. Respire. Parece patético sugerir a seres humanos que respirem, já que eles precisam disso pra viver, mas é impressionante a quantidade de clientes que eu tenho que simplesmente não respira direito. Quando a gente está estressado, a nossa respiração fica concentrada majoritariamente no peito. Observa aí. Viu? A partir de hoje, todos os dias ao acordar, respire 10 vezes enchendo a barriga ao inspirar e esvaziando ao expirar. Simples assim. Essa prática facílima vai reduzir o seu estresse (e o melhor, você pode repetir várias vezes ao dia, sempre que sentir que precisa). No trabalho, fuja rapidinho pro banheiro e res-pi-re.
  1. Beba mais água. Independente de quanta água você bebe hoje: beba um pouco mais. Logo que acordar, beba um copo de água com algumas gotas de limão (isso torna a água alcalina e uma ótima forma de começar o seu dia, sem você ter que comprar um filtro de 5 mil reais). Se beber café, que é uma bebida que desidrata o corpo, beba junto a mesma quantidade de água. Se beber álcool (especialmente nas festchenhas de fim de ano), idem. Para cada cervejinha ou champagne, um copo d’água.
  1. Alongue. Você não precisa ser um Yogi ou um contorcionista pra alongar seu corpo. Na cama mesmo, assim que acordar, estique os braços pra cima e as pontas dos pés pra baixo. Depois, abrace alternadamente cada uma das pernas. Por fim, abrace as duas e gire o corpo de um lado pro outro. Comece o dia com um carinho em você mesmo.
  1. Fique quieto. Separe pelo menos 5 minutos do seu dia pra ficar em silêncio e não fazer nada. Não pode ler livro. Não pode olhar o whatsapp. Não pode ouvir música relaxante. Não pode nem meditar. É pra ficar olhando pro teto mesmo, sem pensar em nada especial.
  1. Destralhe. Aproveite essa época do ano pra jogar fora tudo o que está velho, quebrado, escangalhado, lascado, furado, puído, estragado, fora do prazo de validade. Nas suas gavetas, na sua geladeira, nos seus relacionamentos, no seu trabalho. Abra espaço para o novo na sua vida.

E, claro, baixe o nosso planner-sem-estresse pra ajudar você nessa jornada!

Se você precisar de mais meditações guiadas pra incluir na sua vida corrida e linda, as 21 meditações do meu curso Acredita e Medita têm menos de 20 minutos, e a maioria tem entre 5 e 10 minutos (algumas até menos). Se inscreva no curso aqui.

Fuja das galinhas!

Certa vez um ovo de águia caiu em um ninho de galinha. A galinha, sem perceber o ovo maior, chocou todos os ovos juntos. Dali a algum tempo, nasceram os pintinhos e também a águia, que foi criada junto do resto da ninhada.

Quando a águia ciscava, às vezes ela via uma águia no céu e pensava: “como seria bom se eu pudesse voar como uma águia!”

Embora ela fosse uma águia, ela pensava como uma galinha.

O Jim Rohn diz que somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos, e essa história ilustra isso muito bem: se só andamos com galinhas, acabamos nos tornando uma delas.

Aí quando a gente começa a se dar conta de que é águia e resolver voar, a galinha telefona pra gente e fala “que nada! não perca seu tempo com isso, bora pra balada!”, ou “que isso, não faça uma loucura dessas!”, ou “mas isso é impossível!”.

Se você quer transformar a sua vida, fuja das galinhas! Não perca seu tempo lendo o mimimi delas no Facebook. Não coloque a sua atenção e foco no que elas dizem sobre o seu sonho. Não deixe mais o galinheiro influenciar a sua vida!

Seja a águia que você nasceu pra ser.

E saia voando!

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Este artigo foi tema de uma transmissão ao vivo no meu canal do Periscope. Para assinar o canal e assistir à reprise da minha transmissão mais recente, clique aqui.

* Essa história da águia me foi relembrada pelo César Cezar, no livro Como Vencer na Vida com a Neurocibernética

Não mate o mensageiro. Perceba a mensagem.

É muito comum termos padrões repetitivos de relacionamentos, situações padrão ~negativas~ que se repetem na nossa vida, em diferentes épocas e com diferentes pessoas.
 
Algumas pessoas são traídas por diferentes parceiros (o famoso “dedo podre”), outras são perseguidas por diferentes chefes, outras levam rasteiras de diferentes colegas de trabalho, outras são sempre passadas pra trás em diferentes situações, levam um golpe atrás do outro.
 
Quando nos vemos nessas situações, o caminho normal é entrarmos no ciclo da vitimização: julgarmos, procurarmos culpados, acursarmos e buscarmos (ou esperarmos) vingança.
 
Então é o parceiro que é mulherengo, o chefe que é filho da mãe, o colega de trabalho que é traíra. E aí terminamos o namoro, divorciamos, pedimos demissão, mudamos de emprego.
 
Ou seja: tentamos acabar com o mensageiro, sem perceber a mensagem!
 
E o que acontece quando fazemos isso? Pois é, a mensagem continua existindo e continua sendo importante pra gente recebê-la, então ela vai encontrar um novo mensageiro: criamos novos relacionamentos ou situações com a mesma dinâmica, pra ver se “acordamos”.
 
Mas como perceber qual é a mensagem?
 
Em um texto anterior, expliquei sobre repressão e projeção: se você vê, está em você. Se você quer saber o que você não gosta sobre você mesmo e provavelmente vem reprimindo, é só olhar pro que te irrita ou incomoda nas pessoas na sua vida. Especialmente nos tipos de pessoas com quem você tem padrões repetitivos de relacionamentos.
 
Por exemplo, se você tem atraído muitas pessoas agressivas na sua vida, você provavelmente não lidou com alguma raiva sua (e a reprimiu e agora a está projetando fora de você). Se você só encontra pessoas emocionalmente indisponíveis e que não querem se envolver amorosamente, pode ser que tenha alguma parte de você que não esteja disposta a dar amor (e atenção, pode ser em outra área da vida sem ser relacionamentos amorosos, como por exemplo nos relacionamentos familiares!).
 
Mas independente de você conseguir identificar ou não qual é a mensagem, ou como lidar com ela, ou como curar a crença negativa que criou as suas situações dentro do mesmo padrão, o importante é você se abrir para a possibilidade de que aquelas situações não aconteceram (ou estão acontecendo) contra você, ou com você, mas sim PARA você.
 
Se abra pra possibilidade de que essas situações são oportunidades de você curar algo importante que está reprimido dentro de você e que precisa ser curado.
 
Perdoe a pessoa e a situação, porque não tem nada de errado com elas. Se entregue para a perfeição da situação. Para a perfeição na imperfeição.
 
Perceba que existe uma mensagem, ainda que no momento ela seja um mistério pra você.
 
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Este artigo foi tema de uma transmissão ao vivo no meu canal do Periscope. Para assinar o canal e assistir à reprise da minha transmissão mais recente, clique aqui

Por que as pessoas amam ver notícias ruins?

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Já se sabe que ouvir notícias ruins tem um impacto imediato no nosso nível de estresse. Um estudo conduzido por Martin Seligman e Shawn Achor na Universidade de Pensilvânia comprovou que se você começa o seu dia com 3 minutos de notícias ruins, você tem 27% a mais de chances de ter um dia ruim.

Diante desse tipo de evidência, me fascina a atração que as pessoas em geral sentem por ficar sempre por dentro das últimas desgraças. E isso não tem só a ver com televisão ou jornal: acontece até mesmo na rua. Pode observar: é só acontecer alguma coisa ruim e o povo junta como se fosse formiga atrás de açúcar.

Por que isso acontece?

Sempre que rola na nossa vida algo com o que, por algum motivo, não conseguimos lidar, usamos uma poderosa ferramenta de segurança mental: a repressão. Ela acontece quando algum sentimento ou emoção é tão intenso que a mente o bloqueia totalmente da consciência. Enterramos a emoção tão fundo na mente subconsciente que perdemos consciência dela. Na maioria das vezes, nem temos memória do fato.

Acontece que a regressão tem uma melhor amiga: a projeção. Projetamos nos outros tudo aquilo que está escondido no nosso subconsciente.

As notícias ruins são uma oportunidade de projetar toda a nossa culpa e vergonha reprimidas nos assassinos, estupradores, políticos corruptos e outras pessoas ~do mal~ que vemos na televisão e jornais. Porque ~eles~ são ~do mal~, nós não.

A repressão junto com a projeção, de mãozinhas dadas, criam e mantém o arquétipo da vítima.

Sempre que você se pegar julgando alguém ou alguma coisa, pare. Observe. Esta pessoa ou circunstância está lhe oferecendo a oportunidade de escolher entre a projeção e o perdão radical (que vem de você entender que a situação ~negativa~ é a sua oportunidade de curar aquilo que foi um dia reprimido e agora está vindo à tona).

Se você vê, está em você.

Espiritualidade não é só meditar aos pés do Himalaia

Este mês, passei uns dias em um curso sobre espiritualidade em Nova York. Quando falo de espiritualidade, sei que muita gente imagina igrejas, templos, robes brancos, incenso, velas ou um indiano barbudo meditando aos pés do Himalaia.

Tudo é espiritualidade. Não só meditar aos pés do Himalaia. 

Espiritualidade é trabalhar com amor, dar significado ao seu trabalho. Fazer não só pra pagar as contas no fim do mês, mas se colocar a serviço de outras pessoas e do universo. De preferência naquilo que você nasceu pra fazer. Mas, se isso não for possível, dar significado ao que você faz exatamente hoje. Enxergar como a oportunidade de aprendizado e crescimento, a preparação pra um vôo mais alto.

Espiritualidade é estar bem financeiramente, é entender que dinheiro nada mais é do que uma forma de energia como outra qualquer, é conseguir se conectar com a abundância e amor em vez do medo e da escassez.

Espiritualidade é estar presente nos seus relacionamentos, enxergar a divindade no outro e honrar isso. É perceber que as pessoas em volta não são só figurantes na sua história, elas têm histórias também. É escutar essas histórias com o coração, se abrir para o outro. É perdoar.

Espiritualidade não é só meditar aos pés do Himalaia.

Espiritualidade é andar nas ruas da sua cidade e, em vez de olhar apenas para a sujeira ou a violência, enxergar a beleza da cor do céu, sentir com prazer a brisa que bate no seu rosto quando você atravessa a rua, é ver as árvores e entender que elas têm uma sabedoria secular, e respeitar essa sabedoria.

Espiritualidade é observar quantas pessoas ~invisíveis~ trabalham pra que você possa ter o que pra você é ~garantido~, quem conserta os fios e cabos de eletricidade, as tubulações de gás sob o chão que você pisa, quem rala o queijo que você joga por cima do seu macarrão no restaurante.

É perceber que, hoje, você está exatamente onde deveria estar e o universo está te dando exatamente tudo o que você precisa no momento presente.

E é sentir gratidão por tudo isso.

Tudo isso é espiritualidade, e pode fazer parte da sua vida hoje, a partir de Agora. Basta você fazer uma única nova escolha.

Conecte-se com algo maior que você.

Não viva pequeno.

A vida é muito mais que isso.