Pra onde seu coração vai te levar?

Já faz mais de um mês que começou um ano novo, e a gente até finge que tem novas resoluções e tal, mas a verdade é que a gente está só tentando novas soluções para os mesmos velhos problemas. Que, provavelmente, têm acompanhado a gente desde muito antes do ano passado.

Talvez você não esteja feliz com a sua vida ou o seu trabalho atual. Talvez você esteja com aquela sensação de que nada faz sentido. De que você não está vivendo a vida que você gostaria, mas também você não sabe o que poderia fazer pra mudar isso.

Teresa d’Ávila dizia o seguinte: se você quer progredir no caminho e ascender para lugares que você  tem desejado, o importante não é pensar muito, mas sim amar muito, e portanto fazer qualquer coisa que acorde você pro amor. 

Basicamente, você encontra o seu caminho seguindo aquilo que faz você se sentir bem. No meu livro Escolha Sua Vida, eu falo que está acontecendo uma revolução silenciosa no mundo, um movimento de pessoas em busca de mais Propósito no trabalho e na vida.

Mas, no fundo, certo mesmo está Krishna Das, que pergunta: por que seguir aquilo que faz você se sentir bem parece um conceito tão revolucionário?

Por que a gente passa tanto tempo não fazendo o que a gente quer fazer e reclamando sobre o que a gente acaba fazendo?

E ele completa dizendo o seguinte: que se a gente seguir o nosso senso de bem estar, se a gente seguir o nosso coração e fizer o que deixa a gente feliz, isso vai levar a gente na direção certa.

E então, a pergunta mais importante que você pode se fazer nesse começo de ano é:

O que é que acorda você pro amor?

O que te deixa feliz? 

O mapa da sua jornada está aí.

Você é rico e não sabe (juro!)

O mestre espiritual Eckhart Tolle diz que quanto mais você se dá conta de que você tem espaço interno, mais feliz é a sua vida.

O legal sobre esse tal “espaço interno” é que ele é ultra democrático. Não existe bolha imobiliária do espaço interno. Rico não tem mais espaço interno do que pobre. Ninguém nasce sem espaço interno, ou com defeito no espaço interno.

Todo mundo tem o mesmo espaço interno. A única pegadinha do espaço interno é que a maioria das pessoas não sabem que ele existe, ou se esqueceu dele.

Como diz o Eckhart Tolle, é como se você fosse rico, mas tivesse esquecido o número da sua conta de banco. Seus milhões estão todos lá, mas você não consegue acessar a sua fortuna.

E agora, comofas?

Existem várias práticas que ajudam a gente a perceber – ou relembrar – essa sensação de espaço dentro da gente.

Pra mim, uma das coisas que mais me dá essa sensação de espaço – e, com ela, uma imensa clareza de pensamento – é destralhar coisas em casa.

A verdade é que a gente tem muito mais coisas do que precisa, e faz muito mais coisas do que deveria todos os dias. E vivemos estressados por causa disso.

Mas como começar a destralhar? Tem horas em que a bagunça está tão grande que a gente já se dá por derrotado antes mesmo de começar. É. Coisa. Demais!

A boa notícia é que a gente faz isso um minuto de cada vez. No momento presente. Que é o único que existe.

Não adianta você pensar em quanto tempo vai levar pra você destralhar tudo o que gostaria, porque esse futuro em que você está pensando é apenas um conceito: ele existe só na sua cabeça e, quando ele finalmente chegar, ele será…o momento presente. Tcharan!

Então, a hora de começar é sempre agora. E o seu compromisso deve ser sempre de destralhar por um minuto, no momento presente.

Com esse minuto, realizando apenas uma tarefa, você já cria um pouco de espaço vazio. Pode ser um espacinho bem pequenininho, tudo bem.

O importante é que, com esse espaço vazio, você começa a aprender mais sobre você, e também aprende a desapegar não só das coisas, mas também de muitas crenças e controlar o resultado de tudo na sua vida (o que, cá entre nós, só vai lhe causar estresse, a não ser que você seja Deus).

Se a sua casa está uma zona, ou se você tem muito mais coisa do que precisa, eu posso apostar que por dentro você também está uma zona, ou sobrecarregado de pensamentos desnecessários. Pode acreditar, não é o contrário.

E não importa o tamanho da sua bagunça – e do desafio que você vai ter pra conseguir dominá-la –, se você começar no momento presente, com apenas uma pequena tarefa, a sua vida muda.

Aquele pequeno espacinho que você cria na sua gaveta, ou em cima da sua mesa, pode significar você dormir melhor. Ou seu filho ficar mais tranquilo. Ou você ficar mais gentil. Ou pessoas começarem a ser mais gentis com você. Você encontrar uma nota de dez reais na rua. Surgir a resposta pra um dilema antigo que você tinha.

Essa semana, aproveite para destralhar pelo menos uma coisa na sua casa. Uma tarefa. No momento presente. Não se estressa pensando que você precisa destralhar a casa toda (e também a sua mesa no seu trabalho, aliás). Foca no momento presente.

Tudo pode acontecer quando você cria espaço vazio dentro de você. 

Até mesmo você encontrar você perdido lá dentro. 

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Celebre a sua vida

Quando eu era criança, tive por muitos anos uma babá que separava as roupas “melhores” para dias de festa. E nos outros trezentos e tantos dias do ano, me vestia com as roupas menos interessantes, menos coloridas, menos bonitas.

Eu ficava revoltada, porque queria usar as saias coloridas, meia-calças e acessórios neon (sim, fui uma criança dos anos 80…rs) todos os dias do ano. Por que eu só podia me sentir bonita e bem comigo mesma raramente?

Mas, como tudo na vida, com o tempo eu parei de reclamar. E depois me acostumei. E depois, pior ainda, absorvi aquela mentalidade como minha própria. E passei a aplicar o mesmo raciocínio a várias outras coisas na minha vida adulta.

(pausa pra dizer que, se você se der conta de quanto das suas crenças foram absorvidas ou criadas quando você ainda era uma criança e não tinha a menor condição de discernir entre o que fazia sentido e o que era só bullshit, você ficará espantado)

Pois. Eu só arrumava o cabelo do jeito que eu gostava em dia de festa. Eu só me maquiava em dia de festa. Eu só dançava em dia de festa.

Eu só me permitia viver a minha vida do jeito que eu gostaria em uns poucos dias do ano.

E você, quando foi a última vez que você ouviu a sua música preferida?

Hoje, todos os dias, quando volto do meu treino, me tranco no banheiro, apago a luz, e ouço pelo menos 10 minutos (às vezes mais, muito mais…) das minhas músicas favoritas. Esse é o meu ritual pra gerar energia de alegria e entrar no clima do meu trabalho, sentar pra escrever com a vibe nas alturas, na esperança de que você, quando ler, vá sentir essa energia e essa vibe.

Essa semana, crie o seu próprio ritual da manhã pra entrar no clima, pra se alinhar com a vibe correta do universo, que é de alegria e amor, pra ser a sua própria cheerleader.

Se permita viver melhor nas pequenas coisas. 

Use a sua melhor roupa, o seu melhor penteado, o seu sapato mais incrível. 

Ouça a sua música preferida. 

Celebre a sua vida.

 

Leia também “Que tal fazer uma escolha esta semana?

 

Quanto tempo demora pra você transformar a sua vida?

No outro dia, aqui na Tailândia, relembrei um conto zen que já tinha ouvido há muito tempo.

Um monge está andando pelo interior, quando pergunta a uma senhora sentada no acostamento da estrada quanto tempo demora para ele chegar até a montanha. Ela o ignora. Ele pergunta de novo e ela o ignora de novo. E de novo pela terceira vez. O monge presume que a senhora deve ser surda. Quando ele segue em frente, ele a ouve gritar: “Sete dias!”

O monge volta até a senhora:

“Senhora, eu lhe fiz essa pergunta três vezes e a senhora me ignorou todas as vezes. Por que a senhora esperou até que eu tivesse ido embora para gritar a resposta?”

A senhora disse: “Antes que eu pudesse responder eu precisava ver o quão rápido você estava andando e quão determinado estava.”

Eu te pergunto: se a sua vida hoje não está legal, se você não está feliz com a pessoa que você é, ou com o seu trabalho, ou com o seu relacionamento, com a sua saúde, com a educação dos seus filhos, ou com qualquer outra coisa, quão rápido você está indo? E quão determinado você está?

Você está dedicando o seu tempo e esforços pra buscar essa transformação que você deseja (e merece) ou você está perdendo o seu tempo em atividades que não lhe levam na direção do seu objetivo?

Uma pergunta simples é: você gasta mais tempo com redes sociais, internet ou televisão do que tomando ações necessárias para a sua mudança de vida?

E quando você decide agir, qual é o tamanho da sua determinação? Você frequenta a academia ou estuda sobre empreendedorismo por alguns dias, talvez semanas, e depois desiste porque não virou o Schwartznegger ou o Donald Trump de cara? (sobre isso, aliás, eu recomendo o meu vídeo sobre o seu castelo de merda…se você ainda não viu, clique aqui pra ver).

Não se esqueça de que a resposta da senhorinha pra você só depende de você mesmo.

Acelera.

Foco na meta.

E passo atrás: nem pra pegar impulso!

Como resgatar a sua identidade

Krishna Das fala que nascer no Ocidente é uma bênção esquisita. Por um lado, é maravilhoso viver onde as nossas necessidades básicas são facilmente conseguidas. Mas, por outro lado, pagamos um preço interno muito alto por esse conforto material.

Estou na Ásia há três semanas e a cada dia que passa vejo o quanto isso é verdade. Tanto no Cambodia quanto na Tailândia, tive a oportunidade de estar em vilarejos muito pobres, onde as pessoas são destituídas mesmo do mais básico, quanto mais dos confortos materiais a que nós ocidentais estamos acostumados e aos quais normalmente damos pouco ou nenhum valor.

(Há dois dias visitei um vilarejo em Pai, no norte da Tailândia, onde o maior presente que se pode levar para os locas é uma caneta. Uma. Caneta.)

Depois de ter longas conversas com muitas dessas pessoas, posso dizer: elas são felizes. A falta de coisas materiais não as abala como abalaria a mim e provavelmente a você também. É apenas uma circunstância. Essas pessoas são ricas em muitas outras coisas que nós, por aqui, na maioria das vezes não temos, ou temos pouco (tempo livre, serenidade, contato direto com a natureza, uma vida espiritual mais rica).

Nós ocidentais somos programados desde pequenos a nos identificar com as nossas coisas. E, se por algum motivo, não as temos, ou as perdemos, perdemos junto a nossa identidade.

Essa semana, gostaria de lhe fazer um convite. Examine a sua relação com as suas coisas, aquilo que você chama de “meu”. Tem algum objeto em especial que você ficaria muito mal se perdesse ou deixasse de ter por qualquer motivo? Por que? Que parte da sua identidade você está conectando com este objeto? Você realmente deixa de ser você sem ele?

Comece a se questionar mais, o tempo todo, sobre suas coisas.

Se permita ser em vez de ter.

Descubra que você é. 

Você simplesmente é.

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O seu castelo de merda

Sim, é possível você trabalhar de qualquer lugar do mundo.

Sim, é possível viajar para qualquer lugar do mundo com uma criança. 🙂
Olha só este vídeo que eu gravei em Rayong, na Tailândia, esta semana.

Nele falo de um conceito bem interessante sobre a construção e desconstrução de nossos castelos de merda.

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