O que é sucesso pra você?

Falando sobre as mudanças na minha vida, alguém comentou que algumas pessoas se incomodam porque eu estou vivendo a vida que escolhi E sendo, ao mesmo tempo, bem sucedida.

Mas sucesso é um conceito muito flexível, é pessoal e intransferível. Tem gente que nunca parou pra pensar no que é sucesso e é levado pela maré. Mas, se você está pautando decisões importantes da sua vida pra de alguma forma atingir “sucesso”, é importante ter certeza de que esse “sucesso” é o seu e não o do vizinho, da TV ou do seu círculo de amigos.

Eu não me considerava bem sucedida quanto tinha uma carreira no mundo corporativo, carro novo e um monte de coisas que o mundo lá fora considerava que me fazia bem sucedida. Eu não estava feliz com aquela vida, então não estava sendo bem sucedida.

Desde que resolvi mudar a minha vida, tenho trabalhado na minha lista do que é sucesso pra mim:

♥ Ser feliz
♥ Fazer todos os dias o que eu amo fazer e inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo
♥ Ser a melhor mãe que eu posso ser pro meu filho
♥ Ser fiel aos meus valores
♥ Ter tempo
♥ Não me estressar desnecessariamente
♥ Seguir os meus sonhos

A lista não é grande, mas também não é fácil. Pra mim, ela parece cheia de itens óbvios, mas ainda me surpreendo com a reação de algumas pessoas às minhas escolhas. É triste ver que a felicidade, os sonhos, a ajuda ao próximo e valores que eu considero tão grandes não são assim tão importantes pra pessoas que fazem parte da minha vida.

Pra mim, é e vai continuar sendo muito óbvio o que uma vez disse Anthony Robbins: “Sucesso sem felicidade é fracasso”.

E pra você, o que é sucesso?

Corrida Dance

Tudo bem que eu ainda não sei a que horas vou poder caminhar hoje porque está sol e no sol eu não posso, e tudo bem que essa é a playlist mais animada evah e eu não vou poder correr, mas vocês podem! Um minuto, dois, dez, sei lá. Eu só posso caminhar 15 minutos, mas fiz uma playlist de quase uma hora porque né, vocês não estão se recuperando de uma cirurgia. Divirtam-se que o dia está lindo!

(ah, como sempre, a playlist está organizada pra corrida, 3 músicas pra aquecer, umas tantas pra correr/caminhar e uma última pra alongar, então ela super funciona pra quem quiser correr)

Pra aquecer:

Some Nights – Fun
With Ur Love ft. Mike Posner – Cher Lloyd
Deuces – Chris Brown featuring Tyga & Kevin McCall

Pra caminhada/corrida:

Want U Back ft. Astro – Cher Lloyd
Don’t Stop Lovin Me – Pomplamoose
How We Do (Party) – Rita Ora
Don’t Wake Me Up – Chris Brown
Never Close Our Eyes – Adam Lambert
Wild Ones ft-1. Sia [- Flo Rida
Turn Up The Music – Chris Brown feat. Rihanna
Hot Right Now – DJ Fresh ft. Rita Ora
Run ft. RedFoo of LMFAO – Flo Rida

Pra alongar

I Just Want a Lover – Will Young

Quem sou eu

Hoje um leitor me perguntou “quem é você?” e eu me dei conta de que a grande maioria dos leitores aqui não me conhece e não sabe quem eu sou. Na verdade, eu mesma às vezes acho que ainda não sei bem quem eu sou, mas estou sempre me perguntando, pesquisando, experimentando, mudando o que eu acho que precisa mudar.

Aliás, acho que se tivesse que me definir em poucas palavras, mudança seria uma delas, porque estou em constante transformação. Quanto mais eu me questiono, mais eu mudo, eu sou o meu próprio work in progress. Não tenho vergonha de voltar atrás, de mudar de ideia, de aprender, de recomeçar. Não tenho medo de me reinventar.

Há alguns meses descobri que o sentido da minha vida é inspirar quem está à minha volta a mudar também, se transformar. Eu quero ser o meu melhor sempre e contagiar o maior número de pessoas possível a fazer o mesmo. E eu sei que na vida da gente às vezes falta só um empurrão, uma mão amiga, uma palavra de incentivo pra gente querer e conseguir mudar. Pra mim, esse empurrãozinho são as pessoas que eu posso tocar com a minha própria história. Foi por isso que esse blog nasceu, é por isso que eu escrevo

(sim, às vezes eu venço a preguiça e saio pra correr só porque eu sei que isso pode incentivar alguém a fazer o mesmo!)

Mas eu sei que a pergunta do moço não era sobre quem eu sou assim, num sentido mais metafísico da coisa. Então vamos aos fatosh.

Meu nome é Paula Abreu, sou carioca e tenho 35 anos com corpinho de 34 e dois terços. Me casei duas vezes, me divorciei duas vezes. Segundo minha mãe, meu prazo de validade para relacionamentos é de 8 anos, e eu acho que ela pode estar certa.

Me formei advogada na UERJ, fiz pós também na UERJ e um Mestrado (também em Direito) na Columbia University, em Nova York. Quando voltei ao Brasil, morei por 4 anos em São Paulo, onde adotei meu filho Davi. Trabalhei por 13 anos em um grande escritório e depois numa empresa de petróleo e gás, onde fiquei por pouco mais de um ano e meio.

Parei de advogar em 2012 e resolvi viver de escrever full-time (depois de uma rápida passagem pelo maravilhoso mundo do marketing e da gastronomia).

Sair do mundo corporativo, pra mim, significou mais do que simplesmente abandonar uma carreira de 15 anos. Eu deixei de usar carro, comecei a andar de bike pela cidade (e ônibus, metrô, táxi, etc.), passei a trabalhar em casa em outro ritmo, voltei a correr, comecei a dar mais atenção à minha qualidade de vida.

Na vida nova eu também passei a ter tempo para compor música. Toco piano – muito mal – desde os 3 anos de idade e, como já gostava de escrever, descobri na música mais um espaço pra contar minhas histórias. E acredite, não são poucas.

Além de advogada e singer-songwriter-wannabe, sou escritora. Tenho dois livros publicados (A Aventura da Adoção e Primavera Eterna), e por 10 anos escrevi um blog chamado Epinion que, modéstia à parte, era muito divertido. Eu também já tive uma editora, mas isso já é outra história, junto das minhas ilustrações, bordados e muffins.

O site nasceu da minha empolgação com a minha vida nova e da minha vontade de dividir as mudanças na minha vida com os meus amigos e meus antigos leitores do Epinion. Novos leitores são sempre bem-vindos, claro. Estamos nos preparando para dominar o mundo em breve com um domínio próprio fora do face (mas palma palma não priemos cânico que continuarei por aqui também).

Acho que, por enquanto, essa sou eu. Sempre pronta pra um upgrade.

Mobilidade no Rio de Janeiro e a arte de se perguntar

É, eu ando meio monotemática, fazer o quê? Mas to ficando meio irritada com a quantidade enorme de reclamações de nego sobre o trânsito durante a Rio+20 na minha timeline.

Não vou discutir se o Rio tinha capacidade de receber um evento desse porte – e ainda teremos Copa, Olimpíadas, então segurem esse rojão -, não vou discutir a qualidade do transporte público no Rio (que não é ótima, mas posso garantir que é muito menos pior do que a ‘classe-média-sofre’ que se recusa a andar de ônibus pensa), não vou discutir essas coisas porque essas são as coisas que estão – a princípio – fora do nosso controle, do seu e do meu.

Mas gostaria de saber dos meus amigos – exceto por uma que está de pé quebrado -, que passaram uma, duas ou até três horas no trânsito esses dias, se por pelo menos UM minuto que seja lhes passou pela cabeça NÃO usar o carro, por UM DIA. Será que dói tanto assim?

Pode ser que eu esteja radical e rebelde demais hoje – desculpem aí, já vou tomar o meu remedinho -, mas to de saco cheio mesmo de olhar em volta e ver que as pessoas – salvo raras exceções – não conseguem enxergar que elas também são parte do problema. Que não adianta ficar sentadinho dentro do carro ouvindo Air Supply no rádio e praguejando pelo smartphone cosamiguinho.

E que conseguem ficar ainda um pouco mais ridículas quando, além de não fazer nada, nadinha, nem mesmo PENSAR POR UM MINUTO e pelo menos fazer uma cagada consciente, ainda reclamam, criticam e ridicularizam as pessoas que estão lá investindo tempo e neurônios pra tentar melhorar alguma coisa.

Eu fui – e em parte ainda sou – alienada por opção por muito tempo, mas de dentro da minha alienação nunca deixei de ter o devido respeito pelas pessoas que, diferente de mim, estavam lá fora enfrentando o mundo pra que eu pudesse continuar confortavelmente alienada. Jamais faria graça do ‘peito caído’ das vadias, não chamaria os jovens manifestantes de hippies desocupados e ficaria dentro da minha SUV poluindo o planeta e causando trânsito bem quietinha.

A cidade parou, as pessoas se expuseram ao ridículo – e acabaram com a minha paciência – com seu mimimi alienado e vocês me desculpem o desabafo. Já já voltamos à programação normal.

ps: aos amigos em quem a carapuça servir: amo todos vocês, been there, e entendam esse texto como tough love. Faz de conta que eu vi um pedaço imenso de alface no dente de vocês e to dando aquele toque amigo pra vocês não pagarem tanto mico.

Desapego – Como começar

A previsão para o fim de semana é desse mesmo tempinho ruim de hoje e gente, nada melhor do que tempo ruim para botar uma música bem animada e praticar o desapego.

Mas por onde começar, meldels?

Eu sei que só de pensar em toda aquela bagunça, aquela tralha, aquele monte de coisa que a gente acumulou sem precisar, dá um frio na barriga, uma preguiça enorme e uma tensão. Calma. Respira fundo. Amigo. Amigo.

Vamos combinar o seguinte. Todo mundo que estiver no mood de praticar o desapego – olha, melhor coisa do mundo é ir no embalo da galera, né? – vai fazer o seguinte nesse fim de semana: escolher uma, SÓ UMA gaveta na casa toda (pode ser na sala, quarto, cozinha, banheiro, tanto faz).Escolhida a gaveta, tire TUDO de dentro dela (aproveite pra dar aquela limpezinha básica). Agora olhe pras coisas, lembre das classificações de que falei no outro dia: quais são as úteis, as belas, as emocionais e as aspiracionais? Por que você tem essas coisas? Você precisa delas? Elas te dão prazer?

Feitas as perguntas, separe as coisas entre coisas para jogar fora, coisas para guardar e coisas para dar/vender pra alguém.

Uma gaveta. UMA gavetinha, gente. Vamos lá, boa sorte!

O mal-estar do acúmulo

É incrível como – especialmente depois que você se propõe ao minimalismo e ao desapego – ter uma quantidade de coisas inúteis ou desnecessárias causa um mal-estar que é até mesmo físico.

Eu penso nesses tais muitos livros de direito, nas pilhas de tecido que nunca costurarei e em certas coisas acumuladas aqui em casa que preciso desbravar e me dá um frio no estômago só de imaginar ter que perder tempo olhando essas coisas uma por uma, tomando decisões, dando cabo.

Me dá um ruim pensar no espaço que essas coisas estão ocupando na minha vida – pra, no fundo, só me gerar desconforto e mal-estar. No quanto elas não contribuem em nada pro que eu sou, não me acrescentam nada – exceto entulho -, não me trazem qualquer tipo de felicidade, me impedem de fazer outras coisas.É essa sensação horrível que eu vou levar comigo de agora em diante sempre que pensar em botar qualquer coisa nova dentro de casa.