Aviso desde já que esse texto é duro. É a pílula azul da Matrix. Só leia se você está preparado pra ouvir umas verdades. Mas, se sobreviver, prometo que você vai estar pelo menos alguns passos mais perto de realizar qualquer sonho que tenha deixado pra trás pelos caminhos e descaminhos da vida.

Um belo dia, você nasceu. Careca, pelado, sem dente, e sem a menor noção do que era certo ou errado, possível ou impossível, comestível ou não. Se não fosse pela sua mãe gritar “tira a mão daí, criança!” você teria comido aquela barata atrás da cortina, ou aquele cocô de cachorro na pracinha, ou a bochecha daquele seu amigo tão fofinho.

Se não fosse a bronca da professora, você nunca teria calado a boca e aprendido a fórmula de Báskara para, logo depois, desaprender. Se não fosse o Código Penal, você talvez já tivesse dado um tiro naquele seu vizinho que toca Ai se eu te Pego no último volume na hora de você dormir.

Ou seja, em alguns momentos da sua vida, é inegável que os limites e regras e crenças que vieram da sua família, dos amigos, do governo, da escola, da Igreja ou da sociedade permitiram que você não se metesse em enrascadas.

Mas, não importa o que te disseram seus pais, a escola, a Igreja, a sociedade, o governo ou os seus amigos, você optou por acreditar nisso tudo e viver a sua vida de acordo com essas crenças. Eles te disseram o que era possível e você optou por acreditar. Eles te disseram o que era impossível e você optou por acreditar.

É impossível viver de escrever no Brasil. É impossível ganhar dinheiro ajudando os outros. É impossível ser feliz e ganhar a vida ao mesmo tempo. É impossível trabalhar naquilo que você ama. É impossível, impossível, impossível.

E. Você. Acreditou. (tudo bem, eu também!)

E agora você vem me dizer, nos comentários, por email, por inbox, por telefone, e na minha cara, que o seu sonho era ser x, y ou z mas os seus pais, amigos, professores, etc. te mostraram que era impossível, então você foi ser contador.

Eu queria ser escritora. Mas minha família e meus professores da escola me disseram que escritor no Brasil passava fome. Então eu fiz Direito, pós-graduação e um mestrado no exterior. Trabalhei 15 anos no mundo corporativo. Eu sonhava em ajudar/motivar pessoas, adotar crianças, ter tempo pra minha família, ser saudável. Mas, nesse mundo, me disseram que o importante era morar no bairro x, ter o carro y e a bolsa z, ainda que pra isso eu precisasse almoçar um sanduíche enquanto digitava com a outra mão, ou dormir 3 a 4 horas por dia, ou ficar apenas 2 semanas em casa quando adotei meu filho. E eu optei por acreditar.

Por muitos anos, culpei a minha família, meus professores, a sociedade, o país onde nasci, etc., porque eu tinha desistido dos meus sonhos. Porque eu era infeliz.

Até que um dia me vi diante de duas possibilidades: abraçar mais uma vez as escolhas do passado e me jogar num novo emprego bonitinho numa empresa grande ou finalmente me dar uma chance e seguir o meu coração. Pra fazer isso, eu tive que admitir a dura verdade: por todos aqueles anos, eu tinha optado por acreditar nas limitações e impossibilidades alheias. Eu tinha feito as minhas escolhas baseada em crenças que não eram minhas!

Onde essa estrada vai dar eu ainda não sei exatamente, mas posso dizer a vocês que o Caminho é muito, muito agradável mesmo. Toda vida termina na morte e, nem por isso, a morte é o objetivo de ninguém. É o que a gente faz entre uma coisa e a outra que realmente importa.

Então, a partir de hoje, pare de culpar terceiros por não seguir seus sonhos. Assuma a sua responsabilidade, pelo seguinte:

1. Jogar a responsabilidade em outras pessoas te desempondera. A partir do momento em que você enxergar que a responsabilidade é sua e somente sua — porque você optou por acreditar no que o mundo te disse –, é também sua e somente sua a decisão de mudar. Pegue o seu poder de volta.

2. Você pode mudar as suas crenças. Eu sei que é triste, mas se você entende e aceita que baseou decisões importantes da sua vida nas crenças alheias, você enxerga, também, que agora pode mudar as suas crenças. Você pode repensar e chegar nos seus próprios conceitos de felicidade e de sucesso. E, quem sabe, você vá descobrir que dá, sim, pra ser feliz e bem sucedido sendo dançarino, violinista ou enfermeiro.

3. Você vai ter relações mais saudáveis. Imagina o peso do rancor, mágoa e frustração quando a gente acredita que uma pessoa — ou um grupo de pessoas — é responsável pela nossa infelicidade. Agora imagina como é possível resgatar esses relacionamentos muitas vezes tão importantes se você finalmente admitir que a opção, a decisão final, foi sua.

4. Você vai entrar no time de pessoas como Oprah, Michael Jordan, Lady Gaga, Marilyn Monroe e tantos outros que, num dado momento da vida, ouviram que era impossível fazerem o que queriam fazer.

5. Você vai estar pelo menos alguns passos mais perto de realizar os seus sonhos.

 

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